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Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009

Mensagem pós-Copenhaga

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publicado por climáticas às 18:47
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Balanço da COP15 na Antena 1

O programa Antena Aberta, da Antena 1, analisou esta manhã a Cimeira de Copenhaga: "A cimeira mais aguardada do ano a cimeira do clima terminou em fracasso rotundo - para uns para outros - o acordo conseguido na Dinamarca é melhor do que nenhum". Ouça aqui.

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publicado por climáticas às 15:56
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Quercus faz balanço da COP15 na RTP

publicado por climáticas às 15:45
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Domingo, 20 de Dezembro de 2009

Acordo de Copenhaga

Versão final do Acordo de Copenhaga:
Copenhagen Accord


Também disponível para download através da página da UNFCCC.

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publicado por climáticas às 16:33
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Sábado, 19 de Dezembro de 2009

Quercus no Telejornal da RTP

Entrevista a Francisco Ferreira, no Telejornal das 20h:

 

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publicado por climáticas às 22:35
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Opinião da Quercus na RTP

Francisco Ferreira em entrevista à RTP, ao início da tarde:

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publicado por climáticas às 22:30
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Frustrante Acordo de Copenhaga “registado” e não “adoptado”

 

Posição final da Quercus sobre Cimeira de Copenhaga
 
A Cimeira de Copenhaga terminou às 15.30h, hora da Dinamarca, 14.30h em Portugal.
 
Após o anúncio de acordo feito em primeiro lugar pelos Estados Unidos da América, ontem à noite, negociado principalmente com a Índia, China, Brasil e África do Sul, e que foi alvo da adesão de muitos outros países, incluindo a União Europeia, um longo processo negocial que durou toda a noite veio ainda a ter lugar.
 
A sessão plenária recomeçaria esta madrugada pelas três da manhã. Alguns países, de entre os quais os menos desenvolvidos, Estados pequenas ilhas e América Central, a não concordarem com a forma como o texto do Acordo de Copenhaga tinha sido elaborado e negociado. Acusaram também o processo de falta de transparência e democracia, o que não deveria ocorrer no quadro das Nações Unidas. Já a sociedade civil, incluindo as organizações não governamentais de ambiente, havia sido praticamente arredada do acompanhamento das negociações num acto nunca até agora verificado em qualquer Cimeira desta natureza.
 
Apesar da Cimeira estar agora oficialmente terminada, o Acordo de Copenhaga foi apenas “registado” ou “tomado nota” e não “adoptado” pelos órgãos da Cimeira e suscita ainda dúvidas sobre o seu valor e enquadramento. Para tal necessitaria do consenso do plenário, com o voto favorável de todos os países, o que não aconteceu. Assim, o acordo, para além de representar um fracasso na opinião da Quercus é um documento ainda mais fragilizado. Aliás, nem o símbolo da Convenção das Nações Unidas deverá vir estar presente no texto final que, mesmo depois de terminada a Cimeira, ainda recebe algumas correcções.
 
 
Falsa partida com muitos culpados
 
Este acordo é uma falsa partida e não é claro que tenha o apoio dos todos os líderes mundiais. Apesar do que os líderes políticos estão a dizer neste momento, este desenvolvimento não torna o trabalho quase feito: está longe de ser justo e vinculativo. Este acordo tem muitas lacunas reconhecidas aliás publicamente no momento do seu anúncio.

Os líderes falharam em conseguir um verdadeiro acordo como prometido. Ignoraram a ciência e guiaram-se por interesses nacionais. Estamos perante um atraso com muitos custos, que podem ser medidos em vidas humanas e em dinheiro perdido. O continuar do Protocolo de Quioto para além de 2012 está ameaçado.
 
O financiamento acordado representa menos que os subsídios dos países às indústrias de combustíveis fósseis. Os objectivos para reduzir a poluição mantêm-nos no caminho que a ciência diz levar a um aumento catastrófico de temperatura.
 
Na melhor das hipóteses, estamos agora confrontados com um atraso mortal que significa uma tragédia desnecessária para milhões de famílias. Os impactos vão fazer-se sentir em todos os países e mais drasticamente nas populações mais pobres dos países em desenvolvimento.
 
Os líderes mundiais precisam de repensar este acordo. Tal como está, irá desmoronar-se assim que analisado com mais atenção. É preciso os líderes mundiais reunirem-se novamente antes de Junho para resolverem os assuntos que ficaram pendentes agora.
 
Numa análise mais detalhada de alguns culpados, a Quercus identifica:
-        os Estados Unidos da América (que não querem assumir por agora metas de emissões ambiciosas e vinculativas),
-        a China (que se recusou a ver acompanhado internacionalmente o seu esforço de redução de emissões),
-        o Canadá (por trazer uma posição muito fraca para Copenhaga e sem intenção de a melhorar, recebendo o prémio “fóssil do ano” atribuído pelas ONGs, e até
-        o Brasil (que teve um Presidente a fazer ontem um discurso com um conteúdo brilhante, mas que pretende uma abertura a projectos inadequados no mecanismo de desenvolvimento limpo e que participou activamente com os Estados Unidos na elaboração do famigerado acordo).
 
O Presidente da Conferência (Primeiro-Ministro dinamarquês Rasmussen) foi também um contributo para um final confuso e algo infeliz (na última parte já sem ele a conduzir os trabalhos).
 
 
Sobre a União Europeia e Portugal
 
Na opinião da Quercus, é fundamental que a União Europeia se comprometa unilateralmente com uma redução de 20 para 40% das suas emissões de gases com efeito de estufa entre 1990 e 2020 (30% de esforço interno), dado que os a recessão económica e financeira reduziram significativamente os custos das medidas associadas.
 
A União Europeia deveria desde já ter assegurado a continuação do Protocolo de Quioto para um segundo período pós-2012 e foi demasiado passiva em termos negociais, apesar de reconhecermos a sua liderança. A União Europeia deve confirmar que o processo negocial deve seguir de modo firme o caminho da Convenção das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas que sem dúvida saiu fragilizado de toda esta negocial surreal e deprimente. Deve também clarificar que a contribuição financeira aos países em desenvolvimento acordada em Copenhaga é adicional.
 
Portugal tem também desafios pela frente e deve tomar medidas internas mais coerentes, na área do ordenamento do território, promovendo os transportes colectivos, na área da conservação de energia e eficiência energética, a par das energias renováveis mais sustentáveis, preparando-se para uma verdadeira revolução energética ao longo da próxima década, também aqui citada em Copenhaga pelo Primeiro-Ministro e que a Quercus tem reivindicado.
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publicado por climáticas às 14:53
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Acordo de Copenhaga

Aqui está o famigerado "Acordo de Copenhaga" apresentado esta madrugada na Cimeira do Clima. Esta é a versão distribuída aos delegados e não a versão definitiva, que deixará de conter qualquer símbolo da Convenção do Clima (UNFCCC), conforme decidido já esta manhã.
Copenhagen Accord

 

Fonte: UNFCCC [link directo]

publicado por climáticas às 13:05
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Acordo de Copenhaga “registado”, “não adoptado”

 

Até ao momento o entendimento sobre os trabalhos a decorrer é de que a COP “tomou nota” (ou registou) do Acordo de Copenhaga. A COP não adoptou o Acordo de Copenhaga anunciado ontem à noite. Para tal necessitaria do consenso do plenário, com o voto favorável de todos os países, o que não aconteceu.
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publicado por climáticas às 11:04
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COP "toma nota" do Acordo de Copenhaga

Decisão anunciada há minutos:


 

A actual mesa da COP ainda não permitiu a colocação de questões sobre esta decisão. Optou por esclarecer primeiro outros temas pendentes.

Ban Ki-Moon acaba de explicar à imprensa que ao "tomar nota", a COP tornou o Acordo de Copenhaga "operacional com efeitos imediatos". No entanto, o secretário-geral admite tratar-se apenas de um acordo político sem efeitos vinculativos.

10h40 - Mesa volta a ler decisão a pedido dos EUA. Delegado norte-americano esclarece partes que ainda podem aderir ao Acordo. Ilhas Salomão lamentam não ter tido tempo para analisar o documento a não ser já em plenário. "As nossas vidas estão nas mãos dos 25 países que chegaram a este Acordo, queremos que isso fique registado".

Bolívia faz questão de salientar que a COP "tomou nota mas não adoptou" o Acordo. E que isso implica que não poderá a ser a COP a promover mais adesões, mas sim os signatários, dado não ser um Acordo da COP. Arábia Saudita recorda a falta de consenso e avisa para o perigo do precedente de "tomar nota" de um acordo fora do procedimento da COP.

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publicado por climáticas às 09:37
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Novo impasse na COP15

 

Os trabalhos do plenário estão suspensos há quase uma hora. Os delegados andam de um lado para o outro em acesas negociações, depois do presidente da COP ter concluído em voz alta que não era possível admitir o documento negociado ontem entre Obama e cerca de 25 países, e consequentemente chegar a acordo. Esta suspensão foi pedida pelo secretário para as alterações climáticas britânico, Ed Miliband. Acompanhe em directo aqui.

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publicado por climáticas às 08:01
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Ainda não há Acordo em Copenhaga

Faltam poucos minutos para as 8h da manhã em Copenhaga (7h em Lisboa) e o plenário da Cimeira do Clima continua reunido sem conseguir chegar a acordo. O documento apresentado ao final da noite por Barack Obama tem recebido críticas de vários países, alguns dos quais já garantiram que não o votarão favoravelmente.

 

Apesar da maioria das intervenções irem no sentido da aprovação, alguns delegados recordam que o plenário não pode aprovar nada sem ser por consenso e essa condição não existe. O Acordo de Copenhaga corre o risco de não ser formalmente aprovado e de ser apenas aceite como um documento informativo para futuras cimeiras.

 

As principais críticas vão para a forma pouco democrática como o documento foi elaborado por um grupo de apenas 25 países. Críticas também para os objectivos pouco ambiciosos, uma constatação quase unânime até agora. A discussão continua sob a condução nem sempre eficaz do primeiro-ministro da Dinamarca.

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publicado por climáticas às 06:55
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Acordo falhado - Uma falsa partida para o pós-2012

Posição da Quercus sobre o Acordo de Copenhaga (antes da eventual aprovação do mesmo em Plenário da Convenção):

Este acordo é uma falsa partida e não é claro que tenha o apoio dos todos os líderes mundiais. Apesar do que os líderes políticos estão a dizer neste momento, este desenvolvimento não torna o trabalho quase feito: está longe de ser justo e vinculativo. Este acordo tem muitas lacunas reconhecidas aliás publicamente no momento do seu anúncio.

Os líderes falharam em conseguir um verdadeiro acordo como prometido. Ignoraram a ciência e guiaram-se por interesses nacionais. Estamos perante um atraso com muitos custos, que podem ser medidos em vidas humanas e em dinheiro perdido.

O financiamento acordado representa menos que os subsídios dos países às indústrias de combustíveis fósseis. Os objectivos para reduzir a poluição mantêm-nos no caminho que a ciência diz levar a um aumento catastrófico de temperatura.

Na melhor das hipóteses, estamos agora confrontados com um atraso mortal que significa uma tragédia desnecessária para milhões de famílias. Os impactos vão fazer-se sentir em todos os países e mais drasticamente nas populações mais pobres dos países em desenvolvimento.

Os líderes mundiais precisam de repensar este acordo. Tal como está, irá desmoronar-se assim que analisado com mais atenção. É preciso os líderes mundiais reunirem-se novamente antes de Junho para resolverem os assuntos que ficaram pendentes agora.

Sobre a União Europeia

Na opinião da Quercus, é fundamental que a União Europeia se comprometa unilateralmente com uma redução de 20 para 40% das suas emissões de gases com efeito de estufa entre 1990 e 2020 (30% de esforço interno), dado que os a recessão económica e financeira reduziram significativamente os custos das medidas associadas.

A União Europeia deveria desde já ter assegurado a continuação do Protocolo de Quioto para um segundo  período pós-2012 e foi demasiado passiva em termos negociais, apesar de reconhecermos a sua liderança. A União Europeia deve confirmar que o processo negocial deve seguir de modo firme o caminho da Convenção das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas. Deve também clarificar que a contribuição financeira aos países em desenvolvimento acordada em Copenhaga é adicional.

Copenhaga, 19 de Dezembro de 2009
A Direcção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

publicado por climáticas às 01:58
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Última versão disponível do 'acordo de Copenhaga'

Versão 23h35 (PT)

 

Esta parece ser uma das últimas versões do documento a ser votado em plenário ainda esta madrugada. No entanto, à semelhança do que ocorreu ao longo do dia, é natural que surjam novas versões.

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publicado por climáticas às 00:05
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Sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009

Obama explica acordo negociado pelos EUA em Copenhaga

Perguntas e respostas de Barack Obama há minutos (apontamentos em inglês/em itálico novos dados):

Obama: (...) What we have achieved in Copenhagen will not be the end but rather the beginning of a new era of international action.

Q Can you give more detail on transparency issue? On emission curbs? And what about cutting emissions specifically?

On second question first, the way the agreement is structured, each nation will put concrete commitments into an appendix of the document, with specifics on intentions. Those commitments will be subject to an international consultation and analysis similar to what takes place when WTO is examining progress or lack of progress countries are making on various commitments. It will not be legally binding, but allow each country to show to the world what they are doing, and it will give a sense of how 'we are in this together' and show who is meeting and not meeting their own goals.

For emission targets, we know that they will not be sufficient to get to where they need to get by 2050. That is why I call this a first step. The science dictates that even more needs to be done. The challenge for emerging countries that are in different stages of development, this will be the first time they have voluntarily offered up mitigation targets. That shift in orientation moving was important, perhaps the most significant part of this accord.

(...) Although we will not be legally bound by anything that took place today, we will have reaffirmed our commitment to meet those targets, both because science demands it but also because it offers us enormous economic opportunity down the road.

(inaudiable) If I make a claim that I am reducing emissions because I've changed mileage standards on cars, there will be a process for people to take a look and see if that is in fact the case.

Q You've told leaders they might need to give up somethings to reach an agreement. What have you given up? And since this was so hard, what are the chances of getting something stronger?

I think it will be very hard and will take  some time. The US has been on the sidelines for these negotiations for several years. Essentially you had the Kyoto Protocol calling on developed countries take action on targets, but few if any obligations for developing countries. What has happened since 1992, you have emerging countries like China, India, Brazil that have seen enormous growth and industrialization. Moving forward, it will be necessary for those countries to make some changes as well -- not the same pace or same way, but have to do something.

On the other hand, developing countries say per capita our carbon footprint is very small, so for us to be bound by a set of legal obligations could curtail our ability to develop and  that is not fair. So there is a fundamental deadlock on perspective that were brought to discussions this week, both sides with legit points. My view is if we can agree that developing countries will have some obligations (but not the same as developed) along with finances for countries most vulnerable, then we'll be reorienting ourselves for the future. It will still take more work and confidence building before all types of countries before you'll see another legally binding treaty signed. I am supportive of a binding treaty, but if we just waited for that then we would not make any progress. I think there might be so my cynasism that instead of taking one step forward, we'd take two steps back.

Ultimately this will be dictated by the science, which tells us we'll have to take bolder steps in the future. [references Clean Air Act, how it was affordably implemented]

We are going to need technological breakthroughs to reach the goals we are looking for. In the meantime, we need to emphasize energy efficiency which is already in our grasp.

Q What flexibility on position did US bring?

We did a lot of ground work so our position was clear. The one principle I brought to this is that I'd only commit us to things I think we can really achieve. Our mitigation goals in 2025, etc are comperable to EUs. It would be unrealistic to think we can turn on a dime and create a clean energy economy overnight. Companies and industries are going to want to make changes, some progress but not all have beared fruit yet.

Q Appendix... going forward will that be sufficient or do you think this will continue to be a source of friction between US and China?

For the first time these countries have set significant mitigation targets, and I want to give them create. Many still living in poverty in India. For them to say they'll reduce emissions by X percent is big and we applaud them for that. The verification we'll get from this setup will tell us a lot of what we want to know... we'll also be able to keep track via satellite quite well.

Legally binding is important, but that was not achievable at this conference. Kyoto was legally binding and everyone still fell short anyway.. instead of setting up a bunch of words on a page that aren't met, we should instead take as aggressive steps as we can, strive for more binding agreements over time, and keep moving forward. That is the main goal I tried to pursue today.

As people step back, a lot will say 'science will say you have to do xyz' but we don't have international enforcement. In terms of future obligations, the most important thing we can do at this point, I think, is build trust between deving and deved countries to keep people from looking back and instead everyone recognize that we all need to move forward together.

This is going to be hard, both within countries and even harder between countries. One of the things I felt strongly about this year was that hard stuff requires not paralyzes but making the best of a situation.

Thanks, we'll see some of you on the plane.

Q (inaudible)

We've got our negotiators here. I don't think I'll be the only leader leaving before the agreement is signed. Technically there is not a 'signature' required, I don't know the protocols. But this is a commitment that the United States is making.

 

[ACT.] Transcrição oficial integral disponível aqui [novo link].

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publicado por climáticas às 22:07
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Líderes reunidos na COP15

Veja aqui a cerimónia integral de líderes desta tarde, com intervenções de Lars Rasmussen, Ban Ki-Moon, Lula da Silva, Barack Obama, Evo Morales e outros.

 

Discurso do presidente brasileiro:

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publicado por climáticas às 20:30
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Tudo mal parado, ou talvez não… (Copenhaga, 18Dez, 19h)

 

O centro de computadores está cheio. Responde-se às mensagens que estavam atrasadas, enviam-se mensagens por SMS ou correio electrónico aos negociadores que acreditamos têm influência no processo, vê alguns negociadores e perguntamos as novidades, por vezes o programa de correio electrónico alerta-nos para uma última mensagem com detalhes da proposta que os Primeiros-Ministros ou Presidentes estão a analisar. E cada decisão é um processo demorado… Na União Europeia, como noutros grupos, é preciso convocar os colegas para uma reunião, para ver o que é ou não aceitável no texto (suposta declaração ou acordo – mesmo que a realidade nos cheire que esteja bem longe disso), para descobrir uma forma de desembrulhar uma embrulhada (o pleonasmo é propositado) com dois anos e muitas semanas de revitalização da economia local de sítios como Bona, Banguecoque e Barcelona e agora Copenhaga.
 
O homem das maçãs, que agora também comercializa também bananas (com maior sucesso, diga-se), passeia a sua bicicleta por entre a multidão que passa nos corredores também percorridos por um ou outro ministro.
 
E é assim, a correr contra a desilusão que já parece anunciada, porque mesmo que surja a qualquer momento (e a perspectiva é que o trabalho se estenda para sábado) a suposta declaração, se não mudar muito, é um mau momento para o clima: metas e redução para os países desenvolvidos que não asseguram um aumento inferior a 2 ºC, um texto que não é vinculativo e que não se prevê facilmente que venha a ser, o remeter para mais negociações que podem nem finalizar em 2010, quando o Protocolo de Quioto termina em 2012 e o clima exige acção.
 
Pela manhã, o discurso de Lula da Silva foi inspirador, incisivo e uma verdadeira lição para os países desenvolvidos ao oferecer uma redução unilateral das suas emissões poluentes e a colaborar com financiamento aos países menos desenvolvidos.  Um contraste com os discursos mornos.
 
O frio de lá de fora é bem real cá dentro… mas quem espera, talvez sempre alcance… e Lula da Silva falava na esperança de um milagre… e realmente há um novo texto cujo conteúdo vamos agora tentar perceber. No Plenário, alguns assuntos mais burocráticos estão entretanto a ser adiantados.
 
 
Francisco Ferreira, em Copenhaga

 

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publicado por climáticas às 16:57
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[entre brackets]

 

É assim que aparecem as frases não fechadas dos textos para discussão no segmento ministerial. A [não] aprovação depende deles. E o [não] sucesso de Copenhaga também.
 
Por exemplo, no texto do grupo de trabalho de Visão Partilhada, que já circula nos corredores e [não] era suposto, existem frases como:
 

Parties should collectively reduce global emissions by at least [50][85][95] per cent from 1990 levels by 2050.

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publicado por climáticas às 14:06
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Oh não, o nuclear de novo não!

Ontem, os negociadores presentes na Cimeira de Copenhaga receberam 50 mil postais enviados dos quatro cantos do mundo, apelando à concentração de esforços para um Acordo climático ambicioso e que exclua a energia nuclear. Esta iniciativa pretendeu alertar para as tentativas subtis, por parte dos grupos de interesses, em incluir a energia nuclear no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (CDM, na sigla em inglês), criado no quadro do Protocolo de Quioto.

 

Esses grupos de pressão têm sido eficazes. Os Acordos de Marraquexe, que excluíram a energia nuclear dos mecanismos flexíveis no quadro do Protocolo de Quioto, são agora complementados por outras opções. Em resultado, o nuclear seria só proibido no próximo período de compromisso ou poderia mesmo tornar-se elegível para os períodos subsequentes, a começar do ano passado!

 

As Organizações Não Governamentais reiteram que a energia nuclear não é nem limpa nem benéfica para o clima, para além de não ser também uma fonte energética rentável. Apelamos assim aos Chefes de Estado que se abstenham de desviar dinheiro das soluções reais, como as energias renováveis, para o nuclear! A meta aqui é o desenvolvimento sustentável e não projectos perigosos que impliquem investimentos de grande envergadura.

 

Na primeira foto, o lider do movimento antiglobalização e membro do Parlamento Europeu, Jose Bove, assina o cartaz na acção de entrega dos postais "Don't Nuke the Climate", que decorreu no Bella Center.

 

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publicado por climáticas às 12:44
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Discurso de Obama online

Discurso do Presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, já está disponível aqui, em texto.

 

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publicado por climáticas às 12:11
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A sessão plenária mais aguardada

 


Os delegados espalham-se junto às televisões para ouvir os discursos dos chefes de Governo, na sessão plenária informal. O mais aguardado era sem dúvida o de Obama. Mas o mais aplaudido (até agora) foi o de Lula da Silva.  (a sessão continua…)
 

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publicado por climáticas às 11:53
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Have a nice day

Com o café servido (a dois euros) na Cimeira são oferecidos quadradinhos de chocolate de comércio justo. O cestinho tem um pequeno cartão a desejar Um Dia Bom.

 

É o que todos desejamos neste último dia oficial da COP15, a cimeira do clima mais importante dos últimos anos.

 

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publicado por climáticas às 11:02
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Quercus em directo da COP15 na RTP

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publicado por climáticas às 10:20
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O Bella Center está vazio

 

O centro de exposições Bella Center onde decorrer a Cimeira de Copenhaga (COP15) está "às moscas". A sociedade civil ficou lá fora. Organizações não governamentais de ambiente, de desenvolvimento, mas também empresas e indústrias. Ficaram todas lá fora. Para cá dentro haver espaço para os chefes de Estado e a segurança que trazem com eles. Foi a sociedade civil que os chamou. Esperamos que valha a pena termos cedido o lugar. É o nosso sacrifício final.
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publicado por climáticas às 08:16
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Os Estados Unidos tomam medidas. Ao nível estadual…

Os Estados Unidos da América (EUA) estão prestes a alcançar significantes reduções nas suas emissões de gases com efeito de estufa graças às políticas energéticas e de combate às alterações climáticas livres de carbono adoptadas pelos governos estaduais. Um relatório recente da organização ambiental “Environment America” estima que tais políticas contribuam para que os EUA reduzam as suas emissões em aproximadamente 536 milhões de toneladas de CO2 eq por ano até 2020, em comparação com a tendência actual. Tratam-se de reduções significativas, maiores do que o emitido actualmente por oito nações mundiais e correspondentes a cerca de 7% do total emitido pelos EUA em 2007.

 
Não há dúvidas de que o Congresso norte-americano deve aprovar um fundo climático generoso e trabalhar arduamente num Acordo internacional justo, ambicioso e vinculativo, capaz de travar as alterações climáticas. Os estudos científicos mostram que décadas de acção a nível estadual contribuíram apenas com o sinal para as muito maiores reduções que, segundo a ciência, são necessárias para prevenir as piores consequências do aquecimento global.
Ao implementarem políticas energéticas e de combate às alterações climáticas – incluindo tectos de emissões, normas para a electricidade renovável, eficiência energética e uma indústria automóvel mais limpa – os Estados mostram que os EUA estão prontos para enfrentar o desafio do aquecimento global.
 
Arnold Schwarzenegger, governador do Estado da Califórnia, tem mostrado liderança na promoção de políticas energéticas livres de carbono subnacionais. Um exemplo abordado, aliás, pelo próprio aquando da sua intervenção, esta semana, em Copenhaga: “O aquecimento global é um problema global que requer uma solução global e a Califórnia é a prova de que os governos subnacionais podem fazer diferença”. Schwarzenegger anunciou ainda uma nova parceria regional entre governos subnacionais para cooperação em acções de combate ao aquecimento global.
 
Segundo o Senador John Kerry, que discursou ontem em Copenhaga, 33 dos 50 estados norte-americanos concordaram voluntariamente em fazer parte de acordos de redução de emissões. Em resultado disso, mais de metade da economia norte-americana começou já a preparar-se para a implementação de políticas obrigatórias de redução de emissões. Além disso, três regiões têm vindo já a criar sistemas de comércio de emissões.
 

Esta mensagem está a ser repetida em Copenhaga por outros governadores norte-americanos. Apesar dos estados não estarem à espera de uma acção a nível nacional ou internacional, um Acordo em Copenhaga mantém-se absolutamente crucial para assegurar que podemos proteger o nosso planeta e os povos mais vulneráveis das ameaças levantadas pelas alterações climáticas.

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publicado por climáticas às 08:09
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Quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009

Aminetu em Copenhaga

 

À porta do Bella Center, onde decorre a Cimeira de Copenhaga, aparentemente dissonante com o que se passa dentro, uma manifestação por Aminetu Haidar, a pacifista saraui em greve de fome nas Canárias. Um observador menos atento diria não haver nada em comum, dada a natureza das duas questões. Mas há: as Nações Unidas. 

No caso da COP15, a organização internacional, que convocou a reunião, parece incapaz, apesar dos apelos do secretário-geral, Ban Ki-moon, em corresponder às expectativas dos ambientalistas. No outro, chamada pela Espanha a assumir as suas responsabilidades e a fazer valer o direito internacional, não anunciou até ao momento qualquer solução. 

Em Copenhaga, a esperança de um acordo que evite a desgraça maior definha à medida que se aproxima o fim da reunião. Em Lanzarote, Aminetu emagrece de dia para dia à espera de voltar a casa.
 
Talvez num futuro que se pretende mais próximo que distante as Nações Unidas venham a ter um punho que se sinta, ou pelo menos uma voz que se ouça no cumprimento das leis internacionais ou a favor de um mundo ameaçado. Mas, para já, não é o que se passa, em nenhum dos casos. 

 

Fernando Sousa

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publicado por climáticas às 20:52
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Primeiro-ministro José Sócrates na Cimeira de Copenhaga

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publicado por climáticas às 19:57
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Estados Unidos no pódio do Fóssil do Dia três dias seguidos

Os Estados Unidos conseguiram a proeza de arrecadar, por três dias consecutivos, o primeiro lugar do prémio “Fóssil do Dia”, atribuído diariamente pelas Organizações Não Governamentais. 

 

No passado dia 14 de Dezembro, as razões foram duas: primeiro por não assumirem nenhum compromisso de financiamento a longo prazo de apoio aos países em desenvolvimento na adaptação às alterações climáticas e na redução das suas próprias emissões. Depois, porque, sendo de longe o maior emissor cumulativo de gases de efeito de estufa da história da humanidade, os EUA têm a mais fraca meta de reduções a médio prazo em comparação com qualquer outro pais desenvolvido: uns risíveis 4% até 2020 em relação aos níveis base de 1990.

 

Será que os negociadores norte-americanos vão ignorar os interesses das suas gerações futuras e das nações mais pobres do planeta? Ou, pelo contrário, vão juntar-se a uma comunidade internacional onde os ricos e os pobres estão ao mesmo nível na luta contra o maior desafio que a humidade enfrentou desde sempre? É caso para dizer “Estados Unidos, todas as atenções estão em vocês: é ‘Hopenhagen’ ou ‘Brokenhagen’?”

 

A 16 de Dezembro, o motivo foi terem sido o único país industrializado a bloquear o financiamento de medidas para a redução de emissões nos sectores da aviação e do transporte marítimo, que ajudaria a suportar as acções de adaptação e mitigação nos países em desenvolvimento.

 

E ontem, 17 de Dezembro, o primeiro lugar no Fóssil do Dia foi por sugerirem uma percentagem “X” facultativa que seria a alternativa às metas de redução com base científica já presentes no texto. Estes “X%” misteriosos representariam promessas voluntárias feitas pelas partes que celebrassem o acordo, substituindo assim as pretendidas metas de redução de emissões vinculativas.

 

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Copenhaga: Negociações devem estender-se a sábado


A Quercus acredita que as negociações em Copenhaga vão estender-se a sábado e o resultado provável é o de um acordo que mantenha o Protocolo de Quioto em paralelo com uma nova convenção resultante da acção de cooperação de longo prazo. Neste momento, a ideia dominante na conferência é de que haverá um acordo, que deverá ser desbloqueado pelos chefes de Estado, mas a substância do documento ainda está em aberto.

Depois do impasse de quarta-feira, “com os Estados Unidos e a China em conflito e a Europa a ver o jogo passar de um lado para o outro", conta Francisco Ferreira, a presidência dinamarquesa e a Europa tiveram de se ajustar, e "bem" ao contexto das decisões. "Hoje de manhã, o primeiro-ministro dinamarquês foi claro na necessidade de prosseguir os dois caminhos e ver até que ponto os Estados Unidos entram neste acordo, assumindo carácter vinculativo daqui a uns meses", explica.

Entretanto, a Quercus reuniu hoje com o Secretário de Estado do Ambiente, a quem manifestou preocupação pela indefinição quanto à forma de contabilização florestas depois de 2012, uma vez que, não conhecendo estas emissões, dificilmente se conseguirá ter números finais de redução. A indefinição quanto aos créditos de emissão e a falta de avanço nas negociações relacionadas com as emissões causadas pelo transporte marítimo e pela aviação foram outras das preocupações transmitidas pelos ambientalistas ao ministério.

Fonte: Lusa

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publicado por climáticas às 16:30
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