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Conferência de Poznan - 2008
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Videos Clima no Sapo
Segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

A cidade certa, a data errada

 As novas propostas dos Estados Unidos da América (EUA) começam a tomar forma e são sem dúvida um elemento fundamental de discussão. Desta vez, ao invés do que se passou em Quioto em 1997, pretende-se ter o trabalho de casa bastante avançado antes de se assumir compromissos internacionais (nomeadamente através da legislação em aprovação no Congresso e Senado). O problema é o quando e o nível de ambição. A passagem de legislação interna que imponha uma redução de emissões de gases com efeito de estufa só deve acontecer no próximo ano e representa muito pouco em relação aos objectivos mínimos de esforço para os países desenvolvidos. Na prática, os EUA apontam para reduzir em 17% as suas emissões entre 2005 e 2020, mas tal significa 4-5% em relação a 1990 - ano base de comparação - o que de acordo com as propostas científicas formuladas pelo próprio actual líder negociador dos EUA, Jonathan Pershing, enquanto cientista, são de 25 a 40% entre 1990 e 2020. Vários cenários são possíveis em termos de metas e de finalização: uma possibilidade é o adiamento do acordo final para os próximos meses, apesar de ficar já praticamente finalizado em Copenhaga, e outra é a admissão que o caminho a percorrer pelos EUA não pode ser tão exigente desde já (mas comprometendo assim os objectivos de haver um pico de emissões ainda antes de 2020).

A ciência não se muda, mas as políticas sim, e por isso as organizações não governamentais, apesar de se congratularem com a ida do Presidente Obama à conferência de Copenhaga, não deixam de alertar que mais do que uma “oportunidade fotográfica”, importante mesmo era a sua presença na parte final, com os demais Chefes de Estado, entre 16 e 18 de Dezembro.
Um cálculo das emissões do Boeing 747 (Air Force One) entre Washington e Copenhaga representaria um percurso de duas vezes 6500 km de distância, queimando 282 toneladas de querosene. Considerando que um quilo de querosene emite 3,15 kg de dióxido de carbono e somando os efeitos agravados para o clima associados à aviação, daria um total de aproximadamente 1800 toneladas de CO2 equivalente. Apesar das incomensuravelmente maiores emissões que as 2 toneladas de CO2 equivalente a efectuar na deslocação do Primeiro-Ministro José Sócrates em voo comercial (não considerando a comitiva), seria um bom investimento para lá voltar e até justificaria certamente que as associações de ambiente até admitissem, um pouco à margem do que consideram ser fundamental, compensar as emissões do Jumbo, se as decisões resultantes forem as certas.

 Francisco Ferreira

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publicado por climáticas às 15:31
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QuercusCOP15 no Twitter

 

Acompanhe todas as notícias sobre a Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (COP15) através do twitter @QuercusCOP15.

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publicado por climáticas às 13:52
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Greenpeace em Portugal pelas Alterações Climáticas

Os activistas da Greenpeace que escalaram hoje a Torre de Belém pretendem que o tema das alterações climáticas seja introduzido na Cimeira Ibero-Americana que está a decorrer em Lisboa.

 

Os nove elementos da Greenpeace colocaram três faixas, uma virada para o Mosteiro de Jerónimos, outra para nascente do rio, para a Ponte 25 de Abril, e outra no topo da Torre de Belém, onde se pode ler (em inglês, espanhol e português) “O Nosso clima, a Vossa decisão”.
 

Notícia completa: http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1412000

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publicado por climáticas às 11:24
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Terça-feira, 24 de Novembro de 2009

Copenhaga 24/7: Lançada TV interactiva de transmissão em directo


www.oneclimate.net

   

O portal OneClimate.net lançou uma nova plataforma interactiva de WebTV através da qual utilizadores de todo o mundo poderão assistir em directo à Conferência de Copenhaga a partir do seu computador.

 

O canal dará destaque às novidades de última hora sendo uma oportunidade de interagir com especialistas e também um sistema maciçamente distribuído e fundamentado de modo a facilitar a participação de pessoas de todo o mundo.


Esta iniciativa pioneira de WebTV atraiu também o apoio de poderosos grupos media globais, incluindo o Skype, o Guardian online, a Yahoo! News e a Al Gore’s Current TV:

 

Quem quiser, pode inserir a transmissão no seu próprio site ou blogue gratuitamente.
 

A emissão do OneClimate.net permite assim a cada um desempenhar o seu papel no combate às alterações climáticas.

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publicado por climáticas às 17:18
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Alterações Climáticas

Pontos Essenciais para um acordo justo, ambicioso e vinculativo em Copenhaga

 A Rede Internacional de Acção Climática, composta por mais de 500 organizações em todo o mundo entre elas a Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, lança hoje os elementos essenciais para um Acordo de Copenhaga completo e robusto.

 

Este documento define “as acções necessárias para evitar as catástrofes associadas às alterações climáticas, enquanto também sustenta a economia global e a adaptação às alterações climáticas que já não se podem evitar”, diz David Turnbull, Director da Rede de Acção Climática Internacional (CAN-I, na sigla em inglês). “A ciência é clara. E este é o critério para medir o nível de ambição do acordo dos líderes em Copenhaga”, acrescenta.

Francisco Ferreira, Vice-Presidente da Quercus, considera que “as propostas agora feitas pelas organizações não governamentais devem ser seriamente ponderadas por cada um dos Governos, incluindo o de Portugal, pois são a garantia mínima de que as alterações climáticas não representarão um custo demasiado elevado para as próximas gerações”.

Esta lista de pontos essenciais intitulada “Alterações Climáticas: Pontos essenciais para um acordo climático justo, ambicioso e vinculativo em Copenhaga” serve como painel de pontuação aos observadores que seguirem o progresso das negociações de Copenhaga e a avaliação dos resultados. Os pontos essenciais desta lista incluem:

- Um comprometimento para manter o aquecimento global abaixo dos 2ºC, com o pico de emissões entre 2013 e 2017 e as concentrações de CO2 abaixo de 350 ppm.

- Os países industrializados, em conjunto, devem-se comprometer com uma meta de redução das suas emissões de gases de efeito de estufa superior a 40% até 2020 em relação aos valores de 1990. Este objectivo deve ser alcançado maioritariamente por reduções internas.

- Os países em desenvolvimento devem ser apoiados no esforço de limitar as suas emissões industriais e reduzir substancialmente as suas emissões em relação à tendência actual.

- As emissões da desflorestação de degradação florestal devem ser reduzidas para zero, até 2020, com apoio financeiro dos países desenvolvidos de pelo menos 35 mil milhões de dólares por ano.

- Os países desenvolvidos devem providenciar pelo menos 195 mil milhões de dólares em financiamento público anual até 2020 e em adição à já existente ajuda pública ao desenvolvimento, para acções nos países em desenvolvimento.

- Os resultados de Copenhaga devem ser juridicamente vinculativos e viáveis: propõe-se um segundo período de cumprimento do Protocolo de Quioto; um acordo complementar que preveja metas exequíveis para os Estados Unidos da América comparáveis às dos demais países desenvolvidos; acções pelos países em desenvolvimento.

A Rede de Acção Climática (CAN, da sigla em inglês), da qual a Quercus faz parte, é uma rede de organizações ambientais e de desenvolvimento que trabalham juntas com o objectivo de limitar as alterações climáticas a níveis sustentáveis. O documento representa a posição global desta Rede. Cada membro tem as suas posições individuais.

Mais informações em www.climatenetwork.org.

 

Download do documento: Pontos essenciais pra Copenhaga

 
Lisboa, 24 de Novembro de 2009

publicado por climáticas às 16:57
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Quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Edifícios gastam 40% da energia consumida na UE

Nova Directiva de Edifícios nada faz para reduzir o seu consumo

Foi conhecida na passada terça-feira, dia 17 de Novembro, a decisão sobre a revisão da Directiva Europeia de Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD, sigla em inglês), com um final decepcionante para a Quercus e as demais Organizações Não Governamentais de Ambiente europeias. O texto final acordado não reflecte a ambição nem a urgência necessária para pôr termo ao desperdício de energia que existe nos edifícios europeus.


Num sector que é responsável por 40% da energia final consumida na União Europeia (UE) e por 36% das emissões de gases de efeito de estufa, são necessárias medidas concretas para melhorar o parque edificado, sendo este um ponto determinante para alcançar as metas europeias de redução de emissões.


A EPBD, adoptada em 2002, está a ser implementada pelos Estados-Membros, sendo Portugal um dos casos de sucesso no arranque deste processo. No entanto, a existência de lacunas na referida Directiva conduziu à apresentação de propostas de revisão no sentido de ampliar a abrangência e melhorar a sua eficácia.

O texto que saiu do processo de “trílogo” na UE apresenta alguns melhoramentos mas peca por não aproveitar esta excelente oportunidade de trazer o sector da construção para o século XXI. Com as melhorias na fase de projecto e a aposta na energia passiva e energias renováveis, os novos edifícios não vão consumir praticamente energia a partir de 2020. Apesar deste ser um ponto positivo a destacar, as novas construções representam apenas 1% de todo o parque edificado.

Perdeu-se uma grande oportunidade de reduzir consumo energético dos edifícios existentes. Na ausência de metas obrigatórias definidas, fica a cargo dos Estados-Membros tomar medidas para transformar os edifícios existentes em edifícios “quase zero” consumidores de energia.

Tendo em conta a pouca eficácia na actual implementação da Directiva por parte dos Estados-Membros, será imperativo trabalhar vigorosamente a nível nacional para assegurar que os planos de cada país são tão ambiciosos quanto possível.

Infelizmente, não há nada que garanta o melhoramento dos regulamentos de edifícios por parte dos Estados-Membros.


Lisboa, 19 de Novembro de 2009

A Direcção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

publicado por climáticas às 15:05
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Terça-feira, 17 de Novembro de 2009

"Pintar os Andes para salvar gelo"

Diário de Notícias

Pedro Vilela Marques

16 de Novembro de 2009

 

"Uma organização não governamental propõe uma solução no mínimo pouco ortodoxa para resolver o degelo dos glaciares nos Andes peruanos: pôr os agricultores locais a pintar de branco 3 mil quilómetros quadrados de montanhas, uma forma de reflectir os raios solares e evitar o aquecimento das rochas. Projecto ganhou concurso de ideias para salvar o mundo".

Ler notícia completa em: http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1421822&seccao=Biosfera

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publicado por climáticas às 12:26
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Segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Emissões ao Quilómetro na Holanda

A partir de 2012, a Holanda vai substituir os actuais impostos de registo automóvel e taxas de circulação por uma nova taxa automóvel por quilómetro percorrido. Esta lei foi aprovada no passado dia 13 de Novembro no Parlamento holandês após vários anos de discussão.

Com esta medida espera-se uma redução das emissões de dióxido de carbono em dez por cento, sendo que cerca de metade dos automóveis pagarão ainda menos impostos do que actualmente.

Esta taxa, que começará por ser de 3 cêntimos de euro (0,03€) em 2012, chegará a 2018 com o valor de 6,7 cêntimos de euro (0,067€). Cada veículo será equipado com um aparelho munido de um GPS que vai contabilizar quantos quilómetros, quando e onde foram feitos. Posteriormente, o proprietário recebe a factura correspondente.

 

As receitas serão canalizadas para um fundo de infra-estruturas de transportes.

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publicado por climáticas às 12:08
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Sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

As emissões não industriais são a chave para alcançar os objectivos de Quioto

Um relatório da Agência Europeia do Ambiente (EEA, na sigla em inglês), divulgado ontem, dia 12 de Novembro, mostra que a União Europeia e todos os Estados-Membros, excepto um, estão no bom caminho para cumprir os seus compromissos do Protocolo de Quioto de redução das emissões de gases de efeito de estufa (GEE).

Enquanto o Protocolo de Quioto exige que a UE-15 reduza as suas emissões médias entre 2008 e 2012 em 8% face aos níveis de 1990, as últimas projecções indicam que a UE-15 irá mais longe, atingindo uma redução total de mais de 13% abaixo do ano de referência (1990).

Comentando estas previsões, a directora executivo da EEA e professora Jacqueline McGlade afirmou que “é encorajador que se preveja uma redução das emissões causadoras das alterações climáticas na Europa, excedendo os objectivos definidos pelo Protocolo de Quioto. Uma conquista destas devia encorajar todos os países a concordar com metas muito mais ambiciosas de redução das emissões globais, fechando um acordo global em Copenhaga, este mês de Dezembro. São cada vez mais urgentes compromissos para uma redução profunda das emissões, de modo a preservar as nossas hipóteses de manter o aumento da temperatura global abaixo dos 2oC.”

O relatório da EEA mostra que as reduções no período 2008-2012 poderão ser alcançadas através da conjugação de políticas existentes com outras adicionais; da aquisição de créditos de carbono pelos governos nacionais a partir de projectos de sequestro de carbono fora da UE; do Comércio de Licenças de Emissão (EU ETS, na sigla em inglês) por participantes neste mercado.; e de actividades florestais para a captura de carbono da atmosfera. O EU ETS abrange principalmente as grandes indústrias poluidoras, que representam cerca de 40% das emissões de GEE da UE.

Olhando para o futuro, quase três quartos do objectivo unilateral da UE de redução das suas emissões em 20% face aos níveis de 1990 em 2020 poderá ser alcançado a nível doméstico (i.e. sem aquisição de direitos de emissão fora da UE).

O relatório destaca a importância do EU ETS para que os Estados-Membros (EM) possam cumprir as suas metas. No entanto, é também feita a ressalva de que os governos nacionais precisam de concentrar os seus esforços em reduzir as emissões dos sectores não abrangidos pelo EU ETS, tal como os transportes, a agricultura e os edifícios.

  

Como pode a UE atingir as reduções previstas?

O relatório prevê a contribuição de vários factores para que a UE-15 consiga uma redução total de mais de 13%:
- As actuais políticas e medidas para o período 2008-2012 poderiam contar 6,9% pontos percentuais da redução total.

- Se os EM implementarem medidas adicionais já planeadas, a redução total poderá alcançar os 8,5%, embora isto dependa muito dos esforços combinados dos quatro principais países emissores (França, Alemanha, Espanha e Reino Unido).

- A utilização dos mecanismos flexíveis do Protocolo de Quioto por parte dos governos poderia contribuir com 2,2% de redução.

- O sequestro de dióxido de carbono através do reforço dos sumidouros de carbono (e.g. melhoria da gestão florestal) contribuirá com um ponto percentual adicional de redução.

- Espera-se que a aquisição de licenças e créditos de carbono por operadores do EU ETS renda mais 1,4% de redução.

  

A redução de emissões poderá ser favorecida pela recessão económica

 

Cinco EM da UE-15 (França, Alemanha, Grécia, Suécia e Reino Unido) reduziram já as suas emissões internas abaixo das suas metas nacionais. Apenas a Áustria espera ficar aquém do seu compromisso nas condições actuais e terá que intensificar os seus esforços na redução de emissões em sectores fora do EU ETS.

Todos os outros EM e países membros da EEA (32 no total) com metas de emissões ao abrigo do Protocolo de Quioto prevêem atingir os seus compromissos.

As projecções dos EM começaram a ter em conta a recente recessão económica, mas o presente relatório sustenta que as emissões de GEE poderão ainda estar sobrestimadas, a curto prazo. Como tal, a recessão pode trazer futuras reduções nas emissões.

Fonte: EEA, 2009

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publicado por climáticas às 17:30
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Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Don't Nuke the Climate!

NEM NUCLEAR, NEM EFEITO DE ESTUFA!
Campanha internacional 2009 - Cimeira de Copenhaga sobre o clima



A Quercus faz parte das 271 organizações de 37 países que apoiam a campanha cívica "Don’t nuke the climate!" e recusam assim o nuclear como « solução » para as alterações climáticas.

O nuclear está excluido, no Protocolo de Quioto, como solução para a redução das emissões de gás com efeito de estufa (GEE). Esta campanha pretende que em Copenhaga esta tecnologia perigosa, poluente e cara continue fora dos regulamentos sobre as emissões de GEE, embora reconheça que a pressão da indústria será grande.

"Recorrer a ele, é condenar, pois, ao fracasso a luta contra as alterações climáticas", diz a organização da campanha em comunicado.

Como alternativa, deverão ser colocadas em prática "verdadeiras soluções", como a eficiência energética, a poupança de energia, as energias renováveis, o combate à desflorestação, a agricultura sustentável, etc.

A 12 de Dezembro, dia internacional "Don’t nuke the climate!" decorrerão em todo o mundo centenas de acções para apoiar estas exigências.

Até lá, fica o apelo a todos os cidadãos do mundo para assinar a petição "Don't nuke the climate!", disponível em www.dont-nuke-the-climate.org

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publicado por climáticas às 16:48
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Veículos eléctricos conduzem a mais emissões de CO2 devido a lacunas da legislação europeia

Bons resultados exigem opções certas nos sectores dos transportes e energia

 

           

 

Lisboa / Portugal; Bruxelas, Bélgica - Apesar do importante papel que os veículos eléctricos podem ter na redução de emissões de carbono da Europa, a legislação europeia apresenta lacunas que poderão conduzir a um aumento do uso de petróleo e das emissões poluentes no sector dos transportes. É o que nos diz o mais recente relatório da Federação Europeia de Transportes e Ambiente (T&E, na sigla em inglês) de que a Quercus é membro.

 

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, apelou no passado mês de Setembro para a “descarbonização” do sector dos transportes, destacando o crescimento dos veículos eléctricos como um dos objectivos chave. (1)

Os limites de emissão de CO2 para os veículos novos, acordados pela União Europeia (UE) em Dezembro, incluem o conceito de “supercréditos” que permitem aos fabricantes da indústria automóvel venderem mais de três veículos com elevado consumo de combustível (como os jipes ou SUVs) por cada veículo eléctrico vendido. A esta lacuna da legislação Europeia acresce que os veículos eléctricos são contabilizados como tendo “zero-emissões”, apesar da electricidade que utilizam poder ser proveniente de combustíveis fósseis altamente carbónicos, como o carvão, ou discutíveis do ponto de vista do desenvolvimento sustentável, como o nuclear (2)

(...)


O relatório “How to Avoid an Electric Shock - Electric Cars from Myth to Reality” (“Como evitar um choque eléctrico – Veículos Eléctricos do Mito à Realidade”) está disponivel para download em www.transportenvironment.org.
Estudo divulgado em simultâneo em Bruxelas, Portugal e outros países europeus

 

(1) http://www.reuters.com/article/environmentNews/idUSTRE5824JY20090903

(2)
Os supercréditos serão sucessivamente reduzidos até 2016, mas os veículos eléctricos continuarão a ser contabilizados como “zero” emissões.


 

Ler o comunicado completo em: http://www.quercus.pt/scid/webquercus/defaultArticleViewOne.asp?categoryID=567&articleID=3037

publicado por climáticas às 16:22
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"Obama, tu podes parar isto"

A Greenpeace lançou hoje, dia 12 de Novembro, um apelo ao presidente norte-americano, Barack Obama, para travar a desflorestação na Indonésia, através da colocação de uma faixa gigante numa floresta de Sumatra (na imagem). Obama visita, pela primeira vez, a China entre 15 a 18 de Novembro, sendo o dossier ambiental um dos pontos a discutir com o seu homólog chinês, Hu Jintao. Entretanto, continua a contagem decrescente para a Cimeira de Copenhaga, a menos de um mês.

 

Foto: REUTERS/HO/Greenpeace/John Novis

publicado por climáticas às 15:58
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A sociedade civil está atenta às alterações climáticas

De acordo com uma sondagem realizada em 20 países desenvolvidos e em desenvolvimento, tornada pública ontem, as políticas ambientais adoptadas pelos Estados Unidos e China de combate ao aquecimento global são reprováveis.

42% e 41% dos inquiridos aponta o dedo à postura ambiental de Pequim e Washington, respectivamente, no que respeita ao dossier ambiental.

Realizada entre Abril e Maio, esta sondagem contou com a participação de 20.349 pessoas de 20 nações, que representam quase dois terços (63%) da população mundial. O instituto Opinião Pública Mundial (World Public Opinion), responsável pelo inquérito, foi criado em 2006 no sentido de dar a conhecer a opinião dos cidadãos mundiais sobre assuntos do contexto internacional.

Divulgada a poucos dias de Barack Obama, presidente norte-americano, visitar a China, na terça e quarta-feira, esta sondagem ganha ainda mais relevância visto que o tema em discussão com o seu homólogo chinês Hu Jintao, será o combate às alterações climáticas.

Cada vez mais perto está também a Cimeira das Nações Unidas sobre alterações climáticas em Dezembro, que juntará em Copenhaga 192 países, na esperança de acordarem um novo acordo internacional para a redução das emissões de gases com efeito de estufa. Nesta contenda, o contributo dos Estados Unidos e da China (que juntos representam mais de 40% das emissões globais de dióxido de carbono) é essencial para se conseguir ultrapassar o impasse das negociações.

publicado por climáticas às 15:30
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Quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Era uma vez...

Projecto académico alusivo ao tema das alterações climáticas, realizado pela aluna Sofia Fischer para a Quercus no âmbito do 3º ano da Licenciatura em Design de Comunicação (2008-2009) da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa.

 

Era uma vez... from dc5 fbaul on Vimeo.

publicado por climáticas às 18:54
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Dança pelo clima

No passado mês de Agosto, mais de 10 mil pessoas dançaram pelo clima na praia de Oostend, na Bélgica.

A organização pretende que o video seja visto em todo o mundo até à Conferência de Copenhaga sobre Alterações Climáticas, a realizar-se entre 7 e 18 de Dezembro.

Qualquer um pode juntar-se a este movimento e publicar no site da campanha (http://www.dancefortheclimate.org/) um video com a sua dança pelo clima, deixando assim o seu próprio argumento sobre a urgência de termos de agir o quanto antes para ainda conseguirmos combater o problema das alterações climáticas.

Os U2 apoiaram esta dança pelo clima, autorizando a livre utilização do tema “Magnificent” como banda sonora do video.


Ver o video:

 

publicado por climáticas às 17:02
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Terça-feira, 10 de Novembro de 2009

“A Psicologia da Comunicação sobre Alterações Climáticas”

O Centro de Pesquisa sobre Decisões Ambientais (CRED, na sigla em inglês) da Universidade de Columbia, em Nova Iorque, publicou recentemente um guia com o título “A Psicologia da Comunicação sobre Alterações Climáticas”. Seja para grupos profissionais específicos (cientistas, jornalistas, professores, assessores políticos) ou para o público em geral, este guia oferece uma estratégia inovadora de abordar esta temática tão na ordem do dia, apresentada num grafismo apelativo.

 

A publicação está disponível para consulta capitulo a capitulo nesta página e também para download em PDF.

 

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publicado por climáticas às 17:10
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Segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Greenpeace em Barcelona

A Greenpeace manifestou-se na passada sexta-feira, dia 6 de Novembro, em Barcelona, numa acção de protesto em relação à estagnação das tentativas negociais rumo a um acordo em Copenhaga.

Depois de uma semana de alguma expectativa, a palavra de ordem agora é frustração.

 

 

Foto: Greenpeace
 

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publicado por climáticas às 16:33
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Disparates na floresta

 

Na Conferência de Barcelona, que decorreu entre 2 e 6 de Novembro, uma das questões vitais não resolvidas pelos países do Anexo I (países com reduções de emissões a cumprir) disse respeito à sua estratégia sobre alterações no uso do solo e das florestas (LULUCF, da sigla em inglês), e à tentação de usar este sector como uma forma fácil e barata de conseguir créditos de emissão.
 
O caminho que tem vindo a ser seguido põe em causa a integridade de um possível Acordo de Copenhaga, ao invés de construir um quadro justo e transparente, através do qual os países industrializados assumam as responsabilidades totais pelas emissões de corte florestal e produção de agrocombustíveis.
 
Já se tornou claro que os países em desenvolvimento e outros observadores com princípios semelhantes estarão atentos a todas as imperfeições relacionadas com estas regras. Mais ainda, caso os países desenvolvidos insistam, poderá haver um retrocesso nas negociações globais e nova necessidade em alterar os tectos ou metas de reduções de emissões.
 
O estabelecimento de regras justas e efectivas de contabilização de emissões incentivará mudanças estruturais na gestão florestal, com benefícios para o clima, e desencorajará más práticas florestais. Até agora, as opções que continuam presentes no texto em discussão para Copenhaga apresentam ainda assimetrias flagrantes.
 
As fontes do sequestro/débito de carbono são removidas do sistema de contabilização, definidas à parte dos valores de referência, explicadas como distúrbios naturais ou adiadas durante décadas por sistemas de contabilização favoráveis à indústria da madeira.
 
É difícil de acreditar, mas as posições de muitos dos países desenvolvidos (do Anexo I), definem efectivamente as suas opções relativas à gestão da floresta como sendo neutras em termos de carbono, negligenciando o volume de emissões que a mesma pode representar.
 
Neste mundo de fantasia, a política “business-as-usual” de corte de florestas com 50 anos ou a intensificação da produção de agrocombustíveis em terrenos florestais não contariam como débitos de carbono. No entanto, a atmosfera vê estes débitos como emissões que não deviam ter aumentado.
 
Os negociadores dos países desenvolvidos (do Anexo I do Protocolo de Quioto) devem relembrar – ou serem relembrados pelos seus ministros e sociedade civil – que é o planeta que está aqui em jogo e que é mesmo necessário reduzirmos as emissões. As boas intenções são bem-vindas, mas não estamos aqui para engendrar regras que evitem mudar a forma como as florestas têm sido geridas até agora.
 
As ONGs estão preocupadas com o que poderia acontecer se os outros sectores começassem a actuar como este. Que tal acordar emissões zero para o sector da energia eléctrica, caso aumentem a sua produção com base numa prática business-as-usual de queima de combustível? No sector de alteração do uso do e florestas isso significaria que só se contariam as emissões se deixássemos de utilizar o pior combustível de todos – o carvão. Mas não é isto que se entende como “ambição” no quadro de um forte Acordo de Copenhaga.
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publicado por climáticas às 10:28
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Sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

Infografias Público - Dossier Alterações Climáticas

O jornal Público publicou, na sua edição online, uma infografia dedicada ao dossier Alterações Climáticas.

 

Conheça os maiores poluidores a nível mundial organizados em rankings:

- Top 10

- Países Desenvolvidos

- Países em Desenvolvimento

 

A nível nacional, saiba quais são as indústrias mais poluidoras e como se distribuem as emissões dos vários gases com efeito de estufa em Portugal.

 

Ver infografia:
http://static.publico.clix.pt/homepage/infografia/ambiente/alteracoesclimaticas/

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publicado por climáticas às 16:12
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Uma verdade conveniente

Nunca desperdice uma boa crise, diz o adágio. Na passada quarta-feira, dia 4 de Novembro, o Instituto Internacional para Análise Aplicada de Sistemas (IIASA, na sigla em inglês), apresentou um novo estudo destacando os prós e contras das acções de mitigação dos países do Anexo I (países industrializados), baseados nos efeitos da crise económica. O estudo utiliza projecções pós-crise do PIB (Produto Interno Bruto) baseadas na avaliação energética mundial para 2009 da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês).


Pontos principais:

-    Em 2020, as emissões dos países do Anexo I estarão 6% abaixo dos níveis do ano de referência (1990)
-    A implementação das mais ambiciosas promessas dos países do Anexo I teria um custo entre -0.03% e 0.01% do PIB.
-    O preço do carbono estabiliza nos 3€ por tonelada.
-    Seria possível alcançar uma redução extra de 10% com esse preço de equilíbrio das licenças de emissão de carbono. (menos 27% em vez de 17% em relação aos níveis de 1990).
-    As metas de redução alguns países estão bem acima das suas emissões no cenário de referência, o que poderia criar um novo excedente de direitos de emissões.

Por outras palavras, é agora muito mais fácil cumprir as metas de redução de emissões necessárias. O mundo precisa de investimento nas infra-estruturas do século XXI – energias renováveis, redes energéticas eficientes e transportes colectivos. A revolução económica de que precisamos pode gerar emprego nos sectores económicos afectados pela sucessiva vaga de desemprego. E nós podemos salvar o clima, que está de momento na rota para a catástrofe. Por isso, a crise económica acaba por ser uma oportunidade de actuar já, embora isso implique fazer escolhas.

Para o benefício de todas as partes, a tabela em baixo apresenta novos modelos económicos sobre os custos da meta de redução de 30% da União Europeia, à luz da crise actual.

E o que é válido para a União Europeia é também válido para os países do Anexo I como um todo: os tectos de emissões definidos para um mundo pré-crise podem facilmente ser outra vez estreitados num mundo pós-crise, em benefício quer do clima quer da economia.
 

Fonte Objectivo Comentário
New Energy Finance -30% Menos 203 mil milhões de euros em relação ao apresentado em Fevereiro de 2008
Cambridge (para o Climate Group) -30% +1.3% do PIB (i.e. impacto positivo na economia devido ao aumento de investimentos livres de carbono e de ganhos em eficiência energética)
IIASA 2009, baseado na avaliação do IEA 2009 -30% Menos 0.03% a 0.01% do PIB (i.e. custos negativos)

 

 

(Barcelona, ECO 5, 6 de Novembro 2009)

publicado por climáticas às 15:29
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"Acordo pós-Quioto poderá ser alcançado só em 2010"

PÚBLICO

06.11.2009
Ricardo Garcia

 

"Um novo tratado para substituir o Protocolo de Quioto vai necessitar de um período suplementar de até um ano para ser negociado, além da cimeira climática de Copenhaga, em Dezembro. Esta ideia emergiu ontem quase como uma certeza, depois de mais um dia de negociações lentas e mesmo com a pré-aprovação de uma lei para reduzir as emissões de carbono dos EUA.

Em Barcelona, onde termina hoje mais uma ronda negocial prévia a Copenhaga, o sentimento geral é o de que é impossível chegar a um acordo num mês. "Ainda há muito trabalho a fazer", disse o chefe da delegação da Comissão Europeia, Artur Runge-Metzger, citado pela agência Reuters. O que se espera de Copenhaga, agora, é um acordo "politicamente vinculativo", ao invés de um tratado "legalmente vinculativo"."

 

Ver a notícia completa em:

ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx

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publicado por climáticas às 10:27
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Quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Alterações climáticas

Organizações não governamentais de ambiente pedem “um pouco de clareza” nas negociações em Barcelona

 

Estamos quase no final da última reunião internacional preparatória da Cimeira de Copenhaga, a decorrer em Barcelona, sendo por isso oportuno fazer um balanço e reflectir sobre a estratégia do Grupo de Países Africanos que se retirou das negociações no início da semana.

Um resultado importante da sessão plenária de ontem foi a declaração, por parte dos países industrializados, de que irão anunciar as suas metas de redução de emissões sem mais atrasos, incluindo a parte que será alcançada através dos mecanismos de Quioto e pela contabilização das alterações do uso do solo e florestas.  É realmente espantoso como, depois de quatro anos de negociações para um regime pós-2012, esta informação ainda não foi disponibilizada. Alguns dos países industrializados, que constam da lista de países com metas de redução (países do Anexo I do Protocolo de Quioto), ainda nem sequer definiram ou apresentaram as suas metas.

Não admira que muitos países em desenvolvimento se sintam um frustrados pela falta de progresso dos países mais ricos em definir metas de reduções de emissões. Se todos os países desenvolvidos apresentassem a informação sobre as suas metas, seria muito mais fácil de perceber o que é preciso acordar, incluindo quer a parte de esforço doméstico de redução, quer a parcela que será comprada no exterior. Por outro lado, os países que estão a contar atingir as suas metas de redução com créditos do sector de alterações de uso do solo e florestas devem explicar como o pretendem fazer sem recorrer a métodos de contabilização fracos que permitam créditos fantasma.

O compromisso de colocar estes números em cima da mesa é muito importante nesta fase das negociações. Porém, tal não é suficiente para concretizar decisões. Se este tipo de progresso não tiver lugar, não será de surpreender que o nível de frustração aumente e o tom das negociações endureça. Claro que futuros colapsos podem ser evitados aqui e depois em Copenhaga, se os países em desenvolvimento virem uma liderança política nos seus homólogos ricos sobre questões críticas, como são as metas de redução dos países do Anexo I.

Lisboa, 5 de Novembro de 2009

A Direcção Nacional da
Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

publicado por climáticas às 17:43
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Carregador universal para telemóveis aprovado como medida do futuro acordo de Copenhaga

A agência intergovernamental União Internacional de Telecomunicações (ITU, na sigla em inglês), aprovou a criação de um carregador universal energeticamente eficiente compatível com todos os telemóveis, independentemente da marca e do modelo. Para além de reduzir em cerca de 50% o consumo de energia durante o carregamento, esta inovação permitirá também eliminar 51 mil toneladas de carregadores em desuso, com a consequente redução de 13,6 milhões de toneladas de emissões de GEE anuais.

Esta medida está integrada na preparação do Acordo que se espera ser assinado em Copenhaga, durante a Cimeira para as Alterações Climáticas, que decorrerá entre 7 e 18 de Dezembro na capital dinamarquesa.

publicado por climáticas às 12:51
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Se achas que 2ºC é pouco...

Projecto académico alusivo ao aquecimento global realizado pela aluna Maria Manuel Ribeiro para a Quercus, no âmbito do 3º ano da Licenciatura em Design de Comunicação (2008-2009) da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa.

 

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publicado por climáticas às 12:33
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Acções pelo Clima em todo o mundo, rumo a Copenhaga

 

Na imagem podemos ver dezenas de despertadores colocados por activistas  no passado dia 4 de Novembro no edifício em Barcelona onde decorrem as negociações climáticas, no âmbito da campanha "tck tck tck", da Global Campaign for Climate Action. 

FOTO: ALBERT GEA/REUTERS

 

Uma garrafa abandonada junto ao reservatório de Barros de Luna, na província espanhola de Castela-Leão, a 3 de Novembro. O tempo para negociar um Acordo climático que suceda ao Protocolo de Quioto está a esgotar-se.

FOTO: REUTERS/ELOY ALONSO

 

 

No dia 29 de Outubro, vários activistas oriundos de vários países europeus e africanos, manifestaram-se em Bruxelas, pedindo aos líderes europeus que saldem a "dívida climática" da União Europeia.

FOTO: YVES HERMAN/REUTERS

 

Activistas da Greenpeace em cima de uma grua, em cima de um banner onde se pode ser "Protecção das Florestas = Solução Climática". Foto tirada no porto de Montoir-de-Bretagne, no dia 29 de Outubro. Com esta acção, a Greenpeace protestou contra a chegada do navio de carga Izmir Castle, que transportava 15 mil toneladas de derivados de óleo de palma da Indonésia, que seriam utilizados como ração para gado.

FOTO: REUTERS/STEPHANE MAHE

 

 

 

Num lago em Jacarta, Indonésia, várias imagens com as caras dos líderes mundiais foram colocadas por activistas no dia 29 de Agosto. Na imagem pode-se ver o Primeiro-Ministro canadiano Stephen Harper, o Presidente francês Nicolas Sarkozy, o Presidente Russo Dmitry Medvedev e o Presidente dos Estados Unidos da América,  Barack Obama.

Este protesto pretendeu ser um apelo aos países desenvolvidos para se comprometerem a uma ra reduzir de forma significativa as suas emissões de gases com efeito de estufa.

FOTO: SUPRI/REUTERS

 


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Quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

Aquecimento Global para principiantes

“Aquecimento Global para principiantes” (“Global Warming for Dummies”) é um livro em formato de guia, escrito por duas experientes activistas da Convenção Quadro das Nações Unidas Sobre Alterações Climáticas (UNFCCC, da sigla em inglês) que pretende ajudar a perceber o tema das alterações climáticas e de que forma cada um pode dar um contributo positivo e marcar a diferença. Elizabeth May e Zoë Caron explicam como é possível tornar-se um “especialista em alterações climáticas” e criar um acordo climático justo, eficaz e ambicioso.

 

 

Já à venda

publicado por climáticas às 17:24
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Garantir a vida na Terra

Os ecossistemas contêm e possibilitam a existência de vida no nosso planeta, sendo a sua suprema importância reconhecida n o Artigo nº 2 da Convenção [Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas]. No entanto, o reconhecimento do valor fundamental que os ecossistemas representam pode ser esquecido à medida que as negociações avançam e os textos ficam consolidados – e aqui especialmente, nem sempre menos texto é a melhor solução!


Para prevenir esta perda, o texto do Long-term Cooperative Action sobre adaptação precisa de: (1) incluir o reconhecimento do papel dos ecossistemas, das suas funções e serviços na adaptação às alterações climáticas; (2) reconhecer o papel da biodiversidade e especificamente dos serviços que os ecossistemas podem providenciar no suporte da adaptação da humanidade às alterações climáticas (também conhecido como adaptação baseada em ecossistemas); (3) mencionar particularmente os ecossistemas mais vulneráveis como acção prioritária.

É fundamental compreender o papel dos sistemas naturais para superar as adversidades das alterações climáticas. Se as iniciativas de adaptação ignorarem ou provocarem ainda mais danos nos ecossistemas, as comunidades mais pobres serão as mais afectadas e perder-se-á sua capacidade de adaptação.

Uma abordagem através dos ecossistemas tem de ter em conta as suas funções vitais e o valor dos bens e serviços ecológicos que fornecem, em todos os campos. Isto é particularmente importante na gestão de recursos e infra-estruturas. Esta abordagem promove a gestão integrada do uso do solo, da água e da biodiversidade e apoia a conservação e sustentabilidade de uma forma equitativa.

Uma estratégia de adaptação baseada nos ecossistemas está fortemente ligada à preservação da integridade dos sistemas naturais ameaçados pelas alterações climáticas, e ao reforço da protecção e sustento das comunidades humanas.
 

Barcelona, ECO 2, 3 de Novembro 2009

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publicado por climáticas às 16:57
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Relatório do Projecto Greenhouse Development Rights "A 350 ppm Emergency Pathway"

O projecto "Greenhouse Development Rights" divulgou um breve relatório de 10 páginas intitulado "A 350 ppm Emergency Pathway" (Caminho Urgente para 350 ppm).


Neste documento é explorada uma solução, concreta e em linha com os mais recentes acontecimentos, capaz de manter a concentração máxima em 350 ppm (partes por milhão) de CO2 na atmosfera.


O objectivo de 350 ppm é sustentado por uma avaliação com fundamentos científicos e esta valor significa, de facto, uma protecção climática a nível global.


O que é realmente necessário para limitar a concentração de dióxido de carbono na atmosfera em 350 partes por milhão? Este documento fornece uma breve visão geral das questões subjacentes - questões essas relevantes na definição qualquer meta plausível para uma redução urgente de emissões.


Para tal, as atenções concentram-se em dois factores: a margem extremamente reduzida para ainda aumentar as emissões de CO2 e as metas a cumprir para nos mantermos abaixo desse limite. É ainda referida a correlação existente entre a concentração de 350 ppm e o objectivo de manter o aumento da temperatura global abaixo dos 2ºC. São ainda passados em revista os desafios criados por essas metas num mundo dividido entre Norte e Sul.


O relatório pode ser consultado em http://gdrights.org/2009/10/25/a-350-ppm-emergency-pathway/.
 

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publicado por climáticas às 13:53
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"UE pressiona EUA para fechar acordo do clima"

PÚBLICO
04.11.2009
Rita Siza, Washington

"Os líderes da União Europeia estiveram ontem em Washington para fundar, com a Administração dos Estados Unidos, um novo Conselho de Cooperação para a Energia, que será um fórum permanente de nível ministerial para fomentar a colaboração dos dois blocos transatlânticos em termos de eficiência e segurança energética. (...)"

 

Ver a notícia completa em:
http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1408239


 

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publicado por climáticas às 10:28
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Greenpeace coloca faixa pelo clima na Sagrada Família, em Barcelona

Entre 2 e 6 de Novembro, os delegados de 175 países estarão reunidos em Barcelona, Espanha, num último encontro antes da Conferência de Copenhaga cujo objectivo é tentar desbravar caminho para as negociações climáticas de Dezembro, conseguindo opções claras quanto aos principais pontos do futuro acordo.

© Greenpeace

 

Aproveitando esta Conferência de alto nível, a Greenpeace fez-se manifestar colocando uma faixa pelo Clima na igreja da Sagrada Família, ícone da cidade, num apelo aos líderes mundiais que tomem as decisões acertadas.

 


Segundo a Greenpeace, mais de 20 activistas estenderam uma faixa de 600 metros quadrados na fachada da Sagrada Família com a mensagem 'World leaders make the climate call'".
 

Ver vídeo:

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publicado por climáticas às 10:11
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