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Terça-feira, 8 de Dezembro de 2009

O primeiro desentendimento entre ONG e delegações oficiais

 

Os países industrializados chegaram a Copenhaga com o objectivo de enfraquecer as suas metas nacionais através da floresta e uso do solo. Estes países rejeitam a ideia que têm de contabilizar o aumento de emissões proveniente da gestão florestal.

Em vez de se contarem as emissões da gestão florestal e uso do solo a partir de uma base histórica, tal como noutros sectores, estes países dizem que não querem que as emissões futuras das florestas sejam contabilizadas, desde que previstas. Isto é como dizer que as emissões de uma central a carvão não contam para as emissões de um país se essa central já estiver prevista.

Austrália, Canadá e Nova Zelândia já disseram claramente que tencionam aumentar a desflorestação e consequentemente as emissões a ela associadas. Muitos países da União Europeia, incluindo Portugal, estão a pensar fazer o mesmo. Ao alinhar nesta posição, a UE falhou neste momento crucial – até na descrição do que é a “tendência de crescimento” - pondo em causa a transparência necessária nas negociações no sector florestal (LULUCF, na sigla em inglês).

Temos assim mais uma subtil forma de usar a floresta, e a incerteza associada ao seu balanço de emissões, para evitar o que demais urgente devia ser feito, isto é, reduzir a queima de combustíveis fósseis.

 

Ana Rita Antunes e Francisco Ferreira

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publicado por climáticas às 17:54
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1 comentário:
De David Alexandre da Silva a 9 de Dezembro de 2009 às 00:34
Realmente este nosso país.... O nosso secretário de estado do Ambiente está oficialmente reprovado ao tomar essa atitude de não aceitar que as ppoliticas de florestação deveriam ser consideradas. Caso não sejam, o mesmo ritmo de deflorestação vai continuar a ser um dos principais causadores da emissão de CO2 a nível mundial.

Portugal, onde 30% da superficie é floresta, deveria levar esse compromisso ainda mais a sério, visto que a floresta portuguesa representa cerca de 6%do PIB portugues! E no entanto, graças á ausência completa de uma politica de florestas a sério todos os anos somos assolados por fortes incêndios (que o proprio aquecimento global contribui)!

Ai ai... isto de politicos...

Bem, aos honrados membros da quercus uma boa sorte para copenhaga! Em particular ao senhor Francisco Ferreira de dentre de uns anitos vai ser meu professor....hehehe

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