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Segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Greenpeace em Barcelona

A Greenpeace manifestou-se na passada sexta-feira, dia 6 de Novembro, em Barcelona, numa acção de protesto em relação à estagnação das tentativas negociais rumo a um acordo em Copenhaga.

Depois de uma semana de alguma expectativa, a palavra de ordem agora é frustração.

 

 

Foto: Greenpeace
 

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publicado por climáticas às 16:33
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Disparates na floresta

 

Na Conferência de Barcelona, que decorreu entre 2 e 6 de Novembro, uma das questões vitais não resolvidas pelos países do Anexo I (países com reduções de emissões a cumprir) disse respeito à sua estratégia sobre alterações no uso do solo e das florestas (LULUCF, da sigla em inglês), e à tentação de usar este sector como uma forma fácil e barata de conseguir créditos de emissão.
 
O caminho que tem vindo a ser seguido põe em causa a integridade de um possível Acordo de Copenhaga, ao invés de construir um quadro justo e transparente, através do qual os países industrializados assumam as responsabilidades totais pelas emissões de corte florestal e produção de agrocombustíveis.
 
Já se tornou claro que os países em desenvolvimento e outros observadores com princípios semelhantes estarão atentos a todas as imperfeições relacionadas com estas regras. Mais ainda, caso os países desenvolvidos insistam, poderá haver um retrocesso nas negociações globais e nova necessidade em alterar os tectos ou metas de reduções de emissões.
 
O estabelecimento de regras justas e efectivas de contabilização de emissões incentivará mudanças estruturais na gestão florestal, com benefícios para o clima, e desencorajará más práticas florestais. Até agora, as opções que continuam presentes no texto em discussão para Copenhaga apresentam ainda assimetrias flagrantes.
 
As fontes do sequestro/débito de carbono são removidas do sistema de contabilização, definidas à parte dos valores de referência, explicadas como distúrbios naturais ou adiadas durante décadas por sistemas de contabilização favoráveis à indústria da madeira.
 
É difícil de acreditar, mas as posições de muitos dos países desenvolvidos (do Anexo I), definem efectivamente as suas opções relativas à gestão da floresta como sendo neutras em termos de carbono, negligenciando o volume de emissões que a mesma pode representar.
 
Neste mundo de fantasia, a política “business-as-usual” de corte de florestas com 50 anos ou a intensificação da produção de agrocombustíveis em terrenos florestais não contariam como débitos de carbono. No entanto, a atmosfera vê estes débitos como emissões que não deviam ter aumentado.
 
Os negociadores dos países desenvolvidos (do Anexo I do Protocolo de Quioto) devem relembrar – ou serem relembrados pelos seus ministros e sociedade civil – que é o planeta que está aqui em jogo e que é mesmo necessário reduzirmos as emissões. As boas intenções são bem-vindas, mas não estamos aqui para engendrar regras que evitem mudar a forma como as florestas têm sido geridas até agora.
 
As ONGs estão preocupadas com o que poderia acontecer se os outros sectores começassem a actuar como este. Que tal acordar emissões zero para o sector da energia eléctrica, caso aumentem a sua produção com base numa prática business-as-usual de queima de combustível? No sector de alteração do uso do e florestas isso significaria que só se contariam as emissões se deixássemos de utilizar o pior combustível de todos – o carvão. Mas não é isto que se entende como “ambição” no quadro de um forte Acordo de Copenhaga.
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publicado por climáticas às 10:28
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Sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

"Acordo pós-Quioto poderá ser alcançado só em 2010"

PÚBLICO

06.11.2009
Ricardo Garcia

 

"Um novo tratado para substituir o Protocolo de Quioto vai necessitar de um período suplementar de até um ano para ser negociado, além da cimeira climática de Copenhaga, em Dezembro. Esta ideia emergiu ontem quase como uma certeza, depois de mais um dia de negociações lentas e mesmo com a pré-aprovação de uma lei para reduzir as emissões de carbono dos EUA.

Em Barcelona, onde termina hoje mais uma ronda negocial prévia a Copenhaga, o sentimento geral é o de que é impossível chegar a um acordo num mês. "Ainda há muito trabalho a fazer", disse o chefe da delegação da Comissão Europeia, Artur Runge-Metzger, citado pela agência Reuters. O que se espera de Copenhaga, agora, é um acordo "politicamente vinculativo", ao invés de um tratado "legalmente vinculativo"."

 

Ver a notícia completa em:

ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx

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publicado por climáticas às 10:27
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Quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Acções pelo Clima em todo o mundo, rumo a Copenhaga

 

Na imagem podemos ver dezenas de despertadores colocados por activistas  no passado dia 4 de Novembro no edifício em Barcelona onde decorrem as negociações climáticas, no âmbito da campanha "tck tck tck", da Global Campaign for Climate Action. 

FOTO: ALBERT GEA/REUTERS

 

Uma garrafa abandonada junto ao reservatório de Barros de Luna, na província espanhola de Castela-Leão, a 3 de Novembro. O tempo para negociar um Acordo climático que suceda ao Protocolo de Quioto está a esgotar-se.

FOTO: REUTERS/ELOY ALONSO

 

 

No dia 29 de Outubro, vários activistas oriundos de vários países europeus e africanos, manifestaram-se em Bruxelas, pedindo aos líderes europeus que saldem a "dívida climática" da União Europeia.

FOTO: YVES HERMAN/REUTERS

 

Activistas da Greenpeace em cima de uma grua, em cima de um banner onde se pode ser "Protecção das Florestas = Solução Climática". Foto tirada no porto de Montoir-de-Bretagne, no dia 29 de Outubro. Com esta acção, a Greenpeace protestou contra a chegada do navio de carga Izmir Castle, que transportava 15 mil toneladas de derivados de óleo de palma da Indonésia, que seriam utilizados como ração para gado.

FOTO: REUTERS/STEPHANE MAHE

 

 

 

Num lago em Jacarta, Indonésia, várias imagens com as caras dos líderes mundiais foram colocadas por activistas no dia 29 de Agosto. Na imagem pode-se ver o Primeiro-Ministro canadiano Stephen Harper, o Presidente francês Nicolas Sarkozy, o Presidente Russo Dmitry Medvedev e o Presidente dos Estados Unidos da América,  Barack Obama.

Este protesto pretendeu ser um apelo aos países desenvolvidos para se comprometerem a uma ra reduzir de forma significativa as suas emissões de gases com efeito de estufa.

FOTO: SUPRI/REUTERS

 


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publicado por climáticas às 12:29
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Quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

Garantir a vida na Terra

Os ecossistemas contêm e possibilitam a existência de vida no nosso planeta, sendo a sua suprema importância reconhecida n o Artigo nº 2 da Convenção [Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas]. No entanto, o reconhecimento do valor fundamental que os ecossistemas representam pode ser esquecido à medida que as negociações avançam e os textos ficam consolidados – e aqui especialmente, nem sempre menos texto é a melhor solução!


Para prevenir esta perda, o texto do Long-term Cooperative Action sobre adaptação precisa de: (1) incluir o reconhecimento do papel dos ecossistemas, das suas funções e serviços na adaptação às alterações climáticas; (2) reconhecer o papel da biodiversidade e especificamente dos serviços que os ecossistemas podem providenciar no suporte da adaptação da humanidade às alterações climáticas (também conhecido como adaptação baseada em ecossistemas); (3) mencionar particularmente os ecossistemas mais vulneráveis como acção prioritária.

É fundamental compreender o papel dos sistemas naturais para superar as adversidades das alterações climáticas. Se as iniciativas de adaptação ignorarem ou provocarem ainda mais danos nos ecossistemas, as comunidades mais pobres serão as mais afectadas e perder-se-á sua capacidade de adaptação.

Uma abordagem através dos ecossistemas tem de ter em conta as suas funções vitais e o valor dos bens e serviços ecológicos que fornecem, em todos os campos. Isto é particularmente importante na gestão de recursos e infra-estruturas. Esta abordagem promove a gestão integrada do uso do solo, da água e da biodiversidade e apoia a conservação e sustentabilidade de uma forma equitativa.

Uma estratégia de adaptação baseada nos ecossistemas está fortemente ligada à preservação da integridade dos sistemas naturais ameaçados pelas alterações climáticas, e ao reforço da protecção e sustento das comunidades humanas.
 

Barcelona, ECO 2, 3 de Novembro 2009

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publicado por climáticas às 16:57
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Greenpeace coloca faixa pelo clima na Sagrada Família, em Barcelona

Entre 2 e 6 de Novembro, os delegados de 175 países estarão reunidos em Barcelona, Espanha, num último encontro antes da Conferência de Copenhaga cujo objectivo é tentar desbravar caminho para as negociações climáticas de Dezembro, conseguindo opções claras quanto aos principais pontos do futuro acordo.

© Greenpeace

 

Aproveitando esta Conferência de alto nível, a Greenpeace fez-se manifestar colocando uma faixa pelo Clima na igreja da Sagrada Família, ícone da cidade, num apelo aos líderes mundiais que tomem as decisões acertadas.

 


Segundo a Greenpeace, mais de 20 activistas estenderam uma faixa de 600 metros quadrados na fachada da Sagrada Família com a mensagem 'World leaders make the climate call'".
 

Ver vídeo:

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publicado por climáticas às 10:11
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Segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Barcelona - O grande ensaio para Copenhaga

Hoje começa em Barcelona, a última das diversas reuniões que ao longo deste ano têm reunido os diversos países no quadro da ONU antes da reunião da Convenção do Clima em Copenhaga, em Dezembro.

 

Os pontos cruciais em discussão e a posição das organizações não governamentais de ambiente centram-se no seguinte:

 

- Necessidade de redução das emissões em 40% dos países desenvolvidos (do Anexo I do Protocolo de Quioto), em 2020, com base nos níveis de 1990;

- Neutralizar o impacto das emissões de mudanças do solo e florestas nas metas dos países desenvolvidos (e no Anexo I);

- Definir montantes e compromissos para financiamento novo e adicional de acções de mitigação e adaptação às alterações climáticas, para os países em desenvolvimento;

- Não permitir a dupla contabilização na redução de emissões dos sistemas de financiamento e mitigação, incluindo a utilização de créditos externo de emissões;

- Clarificar a discussão sobre o processo de um novo protocolo climático pos-2012;

- Determinar a fonte de financiamento associado a sectores internacionais específicos (aviação e transporte marítimo);

- Retirar de discussão todas as opções políticas inviáveis;

- Ponderar quem é o líder nas discussões técnicas sobre estes assuntos, incluindo o novo mandato sobre financiamento da União Europeia;

- E claro, acima de tudo um texto com menção explicita de metas de redução obrigatórias a cumprir.

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publicado por climáticas às 17:06
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