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Quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009

Iniciativa: Peru de Natal dá créditos de carbono

Sociedade Agrícola do Freixo do Meio, S.A oferece 1 crédito de carbono na compra de um peru biológico para a quadra natalícia. A oferta corresponde a 1 tonelada de CO2 fixado pelos montados de sobro e azinho da Herdade.  A medida deve-se "ao problema ambiental mais grave com que alguma vez a nossa civilização se deparou - as alterações climáticas", explicam os promotores. 

 

A iniciativa pertende tirar partido da agricultura biológica praticada na herdade e da elevada taxa de regeneração e diversidade de habitats do Montado de sobro e de azinho, que representa uma capacidade de fixação de CO2 estimada na ordem das 4 toneladas por hectare e uma capacidade global de fixar CO2 de cerca de 6800 toneladas nos 1700 ha de montado.

 

Na lógica dos créditos de carbono, em que uma tonelada de carbono fixado equivale a um crédito, a Sociedade vai atribuir gratuitamente estes créditos aos clientes para que possam contabilizar este serviço de fixação de carbono nos seus cálculos da pegada ecológica (http://www.carbono-zero.com/calculadoras.php).

 

O Peru Preto da herdade é criado em Modo de Produção Biológico onde pasta em liberdade, alimentam-se fundamentalmente do que a natureza proporciona: plantas, sementes, insectos, azeitonas, bolotas. "Este modo de produção junto com o crescimento no Montado Alentejano, conferem a esta carne um conjunto de características particulares e a certeza de estar a consumir um produto com baixo impacto relativamente a produção de CO2", garantem os produtores.

Fonte: Sociedade Agrícola do Freixo do Meio

publicado por climáticas às 15:15
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Segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Disparates na floresta

 

Na Conferência de Barcelona, que decorreu entre 2 e 6 de Novembro, uma das questões vitais não resolvidas pelos países do Anexo I (países com reduções de emissões a cumprir) disse respeito à sua estratégia sobre alterações no uso do solo e das florestas (LULUCF, da sigla em inglês), e à tentação de usar este sector como uma forma fácil e barata de conseguir créditos de emissão.
 
O caminho que tem vindo a ser seguido põe em causa a integridade de um possível Acordo de Copenhaga, ao invés de construir um quadro justo e transparente, através do qual os países industrializados assumam as responsabilidades totais pelas emissões de corte florestal e produção de agrocombustíveis.
 
Já se tornou claro que os países em desenvolvimento e outros observadores com princípios semelhantes estarão atentos a todas as imperfeições relacionadas com estas regras. Mais ainda, caso os países desenvolvidos insistam, poderá haver um retrocesso nas negociações globais e nova necessidade em alterar os tectos ou metas de reduções de emissões.
 
O estabelecimento de regras justas e efectivas de contabilização de emissões incentivará mudanças estruturais na gestão florestal, com benefícios para o clima, e desencorajará más práticas florestais. Até agora, as opções que continuam presentes no texto em discussão para Copenhaga apresentam ainda assimetrias flagrantes.
 
As fontes do sequestro/débito de carbono são removidas do sistema de contabilização, definidas à parte dos valores de referência, explicadas como distúrbios naturais ou adiadas durante décadas por sistemas de contabilização favoráveis à indústria da madeira.
 
É difícil de acreditar, mas as posições de muitos dos países desenvolvidos (do Anexo I), definem efectivamente as suas opções relativas à gestão da floresta como sendo neutras em termos de carbono, negligenciando o volume de emissões que a mesma pode representar.
 
Neste mundo de fantasia, a política “business-as-usual” de corte de florestas com 50 anos ou a intensificação da produção de agrocombustíveis em terrenos florestais não contariam como débitos de carbono. No entanto, a atmosfera vê estes débitos como emissões que não deviam ter aumentado.
 
Os negociadores dos países desenvolvidos (do Anexo I do Protocolo de Quioto) devem relembrar – ou serem relembrados pelos seus ministros e sociedade civil – que é o planeta que está aqui em jogo e que é mesmo necessário reduzirmos as emissões. As boas intenções são bem-vindas, mas não estamos aqui para engendrar regras que evitem mudar a forma como as florestas têm sido geridas até agora.
 
As ONGs estão preocupadas com o que poderia acontecer se os outros sectores começassem a actuar como este. Que tal acordar emissões zero para o sector da energia eléctrica, caso aumentem a sua produção com base numa prática business-as-usual de queima de combustível? No sector de alteração do uso do e florestas isso significaria que só se contariam as emissões se deixássemos de utilizar o pior combustível de todos – o carvão. Mas não é isto que se entende como “ambição” no quadro de um forte Acordo de Copenhaga.
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publicado por climáticas às 10:28
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