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Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009

Portugal - 12º país com melhor desempenho na avaliação do comportamento dos 57 países mais industrializados

 

Portugal ficou classificado em 12º lugar em termos de melhor desempenho relativamente às alterações climáticas num ranking que incluiu os países desenvolvidos (CCPI 2010) e os países com um forte desenvolvimento industrial recente ou representando mais de 1% do total de emissões de dióxido de carbono.

 

O índice é da responsabilidade da organização não governamental de ambiente GermanWatch e da Rede Europeia de Acção Climática (a que a Quercus pertence) e contou com a colaboração da Quercus na avaliação qualitativa pericial efectuada a Portugal. O anúncio foi hoje efectuado em conferência de imprensa na Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas que está a ter lugar em Copenhaga na Dinamarca.

 

O índice mostra que nenhum país dos considerados pode ser destacado como tendo um desempenho satisfatório no que respeita à protecção do clima. O critério específico para esta avaliação são as medidas tomadas por cada país para assegurarem à escala global um aumento de temperatura inferior a 2ºC. Assim, o CCPI 2010, tal como no ano passado, não tem vencedores, porque nenhum país está a fazer o esforço necessário para evitar uma alteração climática com consequências dramáticas.

 

O Climate Change Performance Index (CCPI) é um instrumento inovador que traz maior transparência às políticas climáticas internacionais. Com base em critérios padrão, o índice avalia e compara o desempenho de 57 países que, no total, são responsáveis por mais de 90% das emissões de dióxido de carbono associadas à energia. O objectivo do índice é aumentar a pressão política e social, nomeadamente nos países que têm esquecido até agora o seu trabalho interno no que respeita às alterações climáticas. O CCPI resulta de três componentes parciais que são somadas de modo a criar um ranking de desempenho em termos de alterações climáticas dos países avaliados.

 

A primeira componente (tendência das emissões) analisa a evolução das emissões, nos últimos anos, de quatro sectores: energia eléctrica, transportes, residencial e indústria. A segunda componente refere-se às emissões (nível de emissões) relacionadas com a energia em de cada país, integrando variáveis como o produto interno bruto e as emissões per capita.

 

A terceira e última componente (política de emissões) resulta duma avaliação da política climática do país a nível nacional e internacional. A componente de tendência pesa 50%, a componente nível de emissões 30% e as políticas climáticas são ponderadas em 20%. Os dados são retirados da Agência Internacional de Energia e das submissões efectuadas pelos países, sendo as políticas climáticas avaliadas por peritos internacionais na área das alterações climáticas, tendo a Quercus participado a este nível para Portugal.

 

Portugal sobe três lugares no ranking, da 15ª (em 2009) para a 12ª posição (em 2010)

 

Portugal obteve em 2010, a 12ª posição no ranking final global (1º é o melhor), sendo que ficou em 20ª posição na componente tendência de emissões, 17ª na componente de nível de emissões e 17º na componente de políticas climáticas, tendo subido três posições na análise global. Em 2009, ficou em 15ª posição num total de 57 países. Em 2008, Portugal tinha obtido a 13ª posição no índice, quando estiveram em avaliação 56 países.

 

Este ano, atinge a melhor posição desde que o índice é publicado. Este lugar reflecte o nível de emissões per capita relativamente baixas e ter um conjunto de medidas consignadas (mesmo que algumas ainda não implementadas) para reduzir as emissões, mesmo não conseguindo cumprir o Protocolo de Quioto apenas com medidas internas, tendo de recorrer assim à aquisição de créditos de emissão no exterior através do Fundo de Carbono.

 

Quanto às energias renováveis, estas têm infelizmente recebido mais prioridade que as políticas de conservação e eficiência energética. Apesar dos investimentos, a falta de precipitação nos últimos anos tem levado a uma contribuição relativamente reduzida da componente hídrica na produção de electricidade, sendo porém relevante o aumento da produção eólica.

 

O país melhor classificado no ranking foi o Brasil, seguido da Suécia, Reino Unido e Alemanha. O pior país foi a Arábia Saudita, tendo a Espanha ficado em 32º lugar, o Canadá em penúltimo lugar (59º) e os EUA em 53º lugar. O relatório será disponibilizado em inglês pela Quercus através do sítio www.quercus.pt ou pode também ser consultado em http://www.germanwatch.org/ccpi.

 

A Direcção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

publicado por climáticas às 09:59
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